Dr. Peter Breggin: A Consciência da Psiquiatria

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James MooreEsta semana, temos um convidado muito especial para você, e me sinto honrado por poder entrevistar o Dr. Peter Breggin.

Dr. Breggin é um psiquiatra treinado em Harvard e ex-consultor do Instituto Nacional de Saúde Mental (NIMH). Ele foi chamado “A Consciência da Psiquiatria”, por suas muitas décadas de esforços bem sucedidos para reformar o campo da saúde mental

 

 

Seu trabalho fornece as bases para a crítica moderna de diagnósticos e drogas psiquiátricas, e abre caminho para promover tratamentos mais cuidadosos e eficazes. Seus projetos de pesquisa e educacionais têm trazido mudanças importantes nas informações completas de prescrição que são aprovadas pela FDA, assim como aquelas que estão nas bulas para dezenas de drogas antipsicóticas e antidepressivas. Ele continua a educar o público e as profissões sobre a tragédia de se estar drogando os filhos dos estadunidenses e das sociedades em geral.

Ele é autor de dezenas de artigos científicos e mais de vinte livros, incluindo livros médicos e best-sellers como Toxic Psychiatry e Talking Back to Prozac. Seus três livros mais recentes são Guilt, Shame and Anxiety: Understanding and Overcoming Negative EmotionsMedication Madness: the Role of Psychiatric Drugs in Cases of Violence, Suicide and Murder; e Psychiatric Drug Withdrawal: A Guide for Prescribers, Therapists, Patients and their Families..

Como um expert em medicina legal, o Dr. Breggin possui conhecimentos únicos e sem precedentes sobre como a indústria farmacêutica também com frequência comete fraudes na pesquisa e na comercialização de drogas psiquiátricas. Ele já testemunhou muitas vezes sobre negligência, responsabilidade por produtos, e casos criminais que frequentemente têm relação com os efeitos adversos das drogas, e mais ocasionalmente sobre eletrochoque e cirurgia psiquiátrica. Uma lista do seu testemunho de julgamento desde 1985 está contida na última seção de seu currículo no site do Dr. Breggin.

O Dr. Breggin ensinou em muitas universidades e tem uma prática de clínica psiquiátrica em Ítaca, Nova York.

Para uma carreira tão longa e distinta como o Dr. Breggin, decidimos dedicar dois episódios para o ouvir falar. Esta primeira parte abrange a carreira do Dr. Breggin, suas opiniões sobre psiquiatria e drogas psiquiátricas e também os recentes desenvolvimentos do julgamento envolvendo Michelle Carter.

A segunda parte da entrevista se concentrará mais no julgamento de Michelle Carter e no envolvimento do Dr. Breggin nesse julgamento.

Neste episódio, discutimos:

  • Como o Dr. Breggin trabalhou como voluntário em um hospital estadual metropolitano em 1954, com apenas 18 anos de idade?
  • Qual foi a sua impressão imediata em comparação com os campos de concentração alemães, pois ele testemunhou a brutalidade, incluindo lobotomia e terapia com coma insulínica?
  • Como foi que com a introdução das drogas, principalmente a Torazina, o número de pacientes internados passou a diminuir, seria porque haviam se tornado dóceis e obedientes?
  • Se estaria produzindo danos cerebrais com a finalidade de controle?
  • Por que o Dr. Breggin quis então ir à faculdade de medicina e se tornar parte do movimento de reforma?
  • Que, na década de 1950, ainda havia psiquiatras que tinham interesse e treinamento em terapia psicológica ou abordagens psicanalíticas e psicologia social e comunitária.
  • Que isso também resultou em que a psiquiatria tenha se tornado muito hostil com relação às abordagens psicossociais, que eram menos dispendiosas e melhores.
  • Então, na década de 1960, a psiquiatria entrou em parceria com as empresas farmacêuticas e passou a ficar muito mais rica.
  • Que o Dr. Breggin entrou na prática privada e soube que a lobotomia estava retornando. Isso o levou a promover uma campanha internacional de vários anos para deter o uso de lobotomia e psicocirurgia no mundo ocidental.
  • Desde então, o Dr. Breggin também tem incansavelmente feito campanhas para levar a mudanças na rotulagem da FDA com relação às drogas psicotrópicas.
  • Que o Dr. Breggin se sente abençoado por ter sido capaz de defender os outros, mas também ocasionalmente se sente preocupado com os ataques da psiquiatria enquanto instituição movidos contra ele e pessoas como ele.
  • Como o Dr. Breggin sente que devemos dizer a verdade sobre as drogas psiquiátricas e que as afirmações de “medo” são um mecanismo para reduzir a crítica às drogas.
  • Informar as pessoas é muito diferente do que assustá-las.
  • Que cada pessoa individualmente ainda é o melhor juiz de quando e como se retirar de medicamentos psiquiátricos.
  • Que o Dr. Breggin sente que a psiquiatria não tem incentivo econômico para mudar, então o consumidor precisa parar de ir a psiquiatras para buscar medicamentos.
  • Como o procurador no caso Michelle Carter agora está tentando parar os blogs do Dr. Breggin Mad in America sobre seu caso.

Links relevantes:

Peter Breggin’s personal website

Os blogs de Peter no Mad in Brasil:

Part 1

Part 2

Michelle Carter Blogs and Archives

The handwritten note from the DA to the Judge about stopping Dr. Breggin’s blog

Toxic Psychiatry

Talking Back to Prozac

Guilt, Shame and Anxiety: Understanding and Overcoming Negative Emotions

Medication Madness: the Role of Psychiatric Drugs in Cases of Violence, Suicide and Murder

Psychiatric Drug Withdrawal: A Guide for Prescribers, Therapists, Patients and their Families.

(Nota dos Editores do Mad in Brasil: Infelizmente não temos condições de legendar para o português o precioso conteúdo dessa entrevista. Lamentamos!)

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