Diálogo-Aberto: Jaakko Seikkula no Seminário Internacional A Epidemia das Drogas Psiquiátricas: Causas, Danos e Alternativas

Resumo (Abstract) da sua Apresentação

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Jaakko SeikkulaÉ com prazer que em breve estarei no Rio de Janeiro, participando dessa importante iniciativa que é o Seminário Internacional A Epidemia das Drogas Psiquiátricas: Causas, Danos e Alternativas, na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/FIOCRUZ).

Estou lhes enviando um Resumo do que eu apresentarei.

Aceitar o Outro sem condições é o caminho de ouro para abrir diálogos nas redes sociais que se encontram em crises severas. No entanto, o sistema de cuidados é construído sobre diretrizes, onde os profissionais são orientados a seguir sua via de tratamento de um caso para outro dentro de categorias de diagnóstico específicas. Dentro deste tipo de prática hoje dominante, respeitar as vozes dos clientes não é o objetivo básico. Infelizmente, a prática hegemônica muitas vezes desrespeita os recursos psicológicos dos clientes e, portanto, enfatiza a prática fortemente centrada no chamado expert. O tratamento é direcionado aos sintomas de clientes individuais para que o tratamento esteja sob controle.

Nas crises graves, outro tipo de abordagens é imprescindível. Em 30 anos, as experiências de desenvolver a prática do diálogo aberto como foco tornaram-se da maior importância: 1) convidar a família e outras redes sociais dos pacientes para aumentar os recursos; e 2) se concentrar na geração de diálogo para fazer ouvir todas as vozes nas reuniões terapêuticas. Os clientes são abordados como seres humanos em sua plenitude e não como sintomas. Se esses dois elementos principais forem realizados, os recursos dos clientes são ampliados para encontrar seu próprio caminho ao longo de suas vidas. Conforme observado nos estudos de psicose em primeiro episódio, 85% dos pacientes podem retornar ao pleno emprego. Ou em estudos de depressão maior, onde a recuperação ocorre mais rápido e mais frequentemente, em comparação com o tratamento habitual. Em ambos os casos, o papel da medicação pode ser reduzido, evitando assim o efeito nocivo das medicações de psicose e de depressão. Por exemplo, na Lapónia Ocidental com pacientes psicóticos em seu primeiro episódio, 65% não usaram medicação de psicose durante cinco anos; e a situação parece ser a mesma após 20 anos após o início do tratamento. Na primeira comparação, a taxa de aposentadoria é mais baixa na Lapônia Ocidental. e pode ser duas vezes maior dos que em tratamentos baseados em medicação.

Para o clínico, adotar a prática dialógica de respeitar o Outro, sem condições, provou ser uma tarefa desafiadora. Diálogo Aberto enfatiza a importância da nossa escuta cuidadosa de aceitar o outro sem condições. Adotar a prática dialógica é uma nova habilidade, onde podemos nos encontrar em diferentes papéis profissionais do que aqueles com os quais estamos acostumados a agir.

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SEMINÁRIO INTERNACIONAL

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