SOBRE A POLÊMICA DOS ANTIDEPRESSIVOS: Debate Radiofônico nos Estados Unidos

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A matéria publicada no The New York Times, e aqui postada, a respeito das enormes dificuldades para deixar de ser dependente químico dos antidepressivos, tem despertado um forte debate internacional.

A grande mídia nacional, no Brasil, monopolizada, não traz para o conhecimento público a polêmica hoje existente com relação ao tratamento psicofarmacológico. As drogas psiquiátricas tratam de fato os “transtornos mentais” assim diagnosticados pela Psiquiatria e a medicina em geral? Ou o tratamento psicofarmacológico é para a maioria dos seus usuários um “flagelo”?

Em particular: os antidepressivos.

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Por que a maioria dos que passam a fazer uso de “antidepressivos” não consegue mais ficar livre dessas drogas?   Quando seus usuários tentam parar de tomar essas drogas, os sintomas de abstinência são em geral terríveis.  Os médicos aprenderam a dizer que tais sintomas são a prova da suposta “doença mental”. Muito dificilmente reconhecem que tais sintomas são sintomas de abstinência do tratamento por eles prescrito.

Os médicos sabem prescrever antidepressivos, mas não sabem como prescrever o processo da sua interrupção.

Há inúmeras evidências científicas que mostram que o uso de antidepressivos cria dependência química, e que os sintomas do seu “desmame” são em geral intoleráveis e que oferecem sérios riscos, entre eles suicídio ou atos de violência.

Os médicos desconhecem como retirar seus pacientes das drogas que eles prescreveram. E a indústria farmacêutica não oferece seus medicamentos psiquiátricos em doses variadas o suficiente para permitir que o “desmame” seja feito de forma segura e o menos sofrida quanto o possível.

Recomendamos esse debate. Os principais debatedores: Benedict Carey, jornalista de ciência do New York Times, autor da reportagem; Dra. Eliza Menninger, psiquiatra e diretora média do Behavioral Health Partial Hospital Program, em Massachusetts;  Dr. Ronald Pies, psiquiatra, um dos mais conceituados psiquiatras do paradigma biomédico da Psiquiatria nos Estados Unidos, da University School of Medicine and Suny Upstate Medical Universit; e vários ouvintes do Programa que participam do debate.

Infelizmente está em Inglês. Essa problemática no Brasil ainda não ganhou expressão.

Vale a pena ouvir esse debate. Clique aqui →