Movimento de Ex-Usuários da Psiquiatria

Haver um movimento de ex-usuários ou sobreviventes da Psiquiatria parece hoje ser uma utopia. Mas é possível.

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No Brasil estamos acostumados como o movimento de usuários da psiquiatria. Como se isso represente o máximo do que se pode alcançar: ex-usuários dos manicômios apoiam a Reforma Psiquiátrica.

O movimento de usuários tem sido um forte aliado dos profissionais de saúde mental comprometidos com uma assistência fora dos hospitais psiquiátricos. Graças a essa aliança, importantes conquistas foram alcançadas.

Porém, o Brasil não tem movimentos de “ex-usuários” ou de “sobreviventes da Psiquiatria”.

Quer dizer, no Brasil não há movimentos organizados daqueles que foram “usuários” da Psiquiatria e que saíram do sistema de assistência psiquiátrica. E que têm experiências de vida que devem ser incorporadas ao sistema oficial de assistência. Por exemplo, serem atores ativos, enquanto profissionais, nos serviços de assistência em saúde mental.

Ou que, por haverem sido “vítimas” da assistência psiquiátrica, os “ex-usuários” negam radicalmente que a Psiquiatria possa fazer algum bem. E que lutam por uma assistência não orientada pelo “modelo biomédico” da Psiquiatria.

Se a incorporação de ex-usuários aos serviços de assistência em saúde mental é algo inexistente no país, muito menos se pode imaginar um movimento contra a própria Psiquiatria enquanto tal.

Eis uma problemática que ainda é muito incipiente aqui no Brasil.

Para alimentar o debate a respeito, veja  esse vídeo

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