“Minha Vida com Antidepressivos”

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A modelo e escritora Sydney Lima esperava que antidepressivos aliviariam sua ansiedade, mas a realidade acabou sendo algo diferente. Em entrevista à revista Vogue, ela conta sua experiência, e por que tantas pessoas se esforçam tanto para evitar antidepressivos e depois para deixar de tomá-los.

Credit: SYDNEYLIMAA
Credit: SYDNEYLIMAA

“(…) depois de ser avaliada minha depressão, respondendo sim ou não a uma frágil lista de perguntas, meu médico da clínica geral concluiu que sofria de depressão moderada, mas nenhuma droga me foi oferecida. Impulsionada pela noção de uma cura milagrosa, reservei uma consulta com um médico diferente para o dia seguinte. Expliquei como eu estava sentindo: incapaz de sair da cama, muito emotiva e fora de controle. E gostei por haver recebido um suprimento de três meses do antidepressivo ISRS Sertralina em minhas mãos. Não é surpreendente que uma em cada 10 pessoas no Reino Unido esteja agora a tomar antidepressivos, e que o número de prescrições do nosso Sistema de Saúde tenha aumentado 108,5 % desde 2006. “

“(…) Nos próximos meses, fiquei entorpecida. Sempre muito emotiva desde o meu nascimento, esse súbito cessar das minhas emoções era enervante. Ótimo, você pensaria, agora você não tem nem baixas e nem altos picos de emoções (…) A vida parecia apenas passar por mim, intocada; não sentia absolutamente nada. Mas aparentemente não sou a única pessoa. Uma pesquisa da Universidade de Oxford descobriu que 46 % dos pacientes que recebem medicação antidepressiva para depressão podem experimentar o que é conhecido como “embotamento emocional”, uma condição de reatividade emocional reduzida. “

“(…) Após a segunda visita ao meu médico, mudei para Bupropion, um antidepressivo multifuncional que pode ser usado como auxiliar de cessação do tabagismo, bem como um medicamento adicional quando o paciente não responde a um ISRS. No entanto, apesar do alívio súbito no meu sistema respiratório, as pílulas provocaram um aumento de raiva. Perdi todo conceito de causa e efeito e sentia-me como se estivesse em um videogame, mesmo que o protagonista fosse uma mulher de 21 anos, incapaz de completar qualquer nível devido a ataques de pânico recorrentes. “

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